Exposição Cicatrizes, de Braz Marinho

Exposição Cicatrizes

Exposição Cicatrizes

O Museu da Abolição-MAB apresenta a Exposição “Cicatrizes” do artista plástico Braz Marinho, composta por desenhos, pinturas, esculturas e vídeo instalação, escolhidas sob a curadoria de Karem Almeida, Raul Córdula e Charles Martins que traduzem um breve resumo da trajetória do artista plástico. Braz Marinho figurou entre os representantes da arte contemporânea nordestina, e do concretismo. Entre traços, linhas, formas geométricas, cortes, recortes, cores e instalações, as obras apresentadas, produzidas em várias etapas da carreira do artista, mostram a expressividade, a criatividade do autor e sua poética. Paraibano de nascença (Souza) adotou Pernambuco como seu lugar, e em Recife fincou suas raízes artísticas e afetivas.

“Cicatrizes” instiga o público a refletir sobre o cotidiano social marcadamente opressor e sobre a banalização de questões existenciais como a violência à qual somos submetidos diariamente, a opressão do capitalismo e as liberdades individuais desprezadas. É por este motivo que o Museu da Abolição abre suas portas para oferecer a oportunidade de reflexão sobre as questões que mobilizaram o artista e, desta forma, homenagear Braz que se foi, mas deixa em seu acervo o registro de sua visão e crítica do mundo, que em seu conjunto “resulta numa só obra: um poema visual sobre estes conceitos”, como afirmou Raul Córdula.

Informações:

Em exibição no MAB, desde setembro de 2014, a Exposição Cicatrizes do artista plástico Braz Marinho, composta de desenhos, pinturas, esculturas e instalações, se despede do MAB no dia 07 de maio. Horários: das 9h às 17h de segunda a sexta e das 13h às 17h aos sábados.

Exposição Oficina Guaianases de Gravuras: o olhar feminino

O Museu da Abolição-MAB em parceria com o Departamento de Teoria da Arte e Expressão Artística da Universidade Federal de Pernambuco realiza a Exposição “Oficina Guaianases de Gravuras: o olhar Feminino”, sob a curadoria do artista plástico Rinaldo Silva. Para esta exposição, Rinaldo escolheu obras das artistas Guita Cherifker, Inalda Xavier, Isa Pontual, Jeanine Uchoa, Maria Carmem, Marisa Lacerda, Marisa Varella, Teresa Pacomio, Tereza Costa Rego, Ana Lisboa, e Liliana Dardot, dentre várias outras.

Como diz o curador, nesta mostra “revela-se um recorte de gênero nas autorias, onde a poética feminina está em cada canto das imagens trabalhadas”.  E com isto, a intenção é proporcionar “um encontro com uma forma artística que nos remete aos prazeres culinários, detalhes gráficos temperados com sonhos, composições visuais que nos saciam a fome de ver”.

 Em sintonia com a missão do Museu, a exposição busca comemorar o 25 de julho, Dia Internacional da Mulher Afro-latino-americana e Caribenha e Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra. A Oficina Guaianases de Gravuras é um dos movimentos artísticos mais significativos e duradouros do estado de Pernambuco, com repercussão nacional, e tem em seu acervo a importante participação de mulheres artistas, as quais forjaram nas pedras litográficas formas, texturas, sonhos e expressões.

Abertura: 25.07.2014 às 18h Visitação: 26.07 a 30.09.14 Segunda à sexta: 09h às 17h e Sábados: 13h às 17h Museu da Abolição/MINC/IBRAM R. Benfica, nº 1150, Madalena, Recife – PE mab@museus.gov.br Fone: 55 81 3228-3248

A artista plástica Ana Longman e o curador Rinaldo Silva. Foto de Camila Mendes/MAB

A artista plástica Ana Longman e o curador Rinaldo Silva. Foto de Camila Mendes/MAB

Exposição Afro Brasileira Axé Vodun

A exposição Afro Brasileira Axé Vodun objetiva divulgar, promover e difundir a cultura afro descendente em seu contexto cultural, artístico e religioso. O universo imaginário dos Voduns nos conduz a uma visão simbólica e mística da religiosidade africana. Informar e despertar a atenção da comunidade acadêmica e a sociedade em geral para essa riqueza cultural dos Voduns, Orixás e Nkisis do candomblé afro brasileiro é manter viva a história, bem como apresentar outros subsídios na implementação da Lei 10.639/03, que institui a história da África, dos africanos e dos brasileiros na educação.

As peças, criadas pelo Prof. Ms. Gaipê Adilson Bezerra, têm no candomblé sua fonte de inspiração e devoção. Cada peça tem como proposta apresentar a magia, o encantamento e a mística dos Voduns, exaltando a beleza e a força das marcas tribais de suas divindades. A religiosidade afro brasileira, rica em simbologias, ritos e tradições nos leva a um pensamento ecológico de respeito ao meio ambiente e preservação. Uma vez que a diversidade étnica e cultural de seus deuses é representada pelas forças da natureza, possibilitam a passagem do universo religioso para o universo cultural. A docência possibilitou ao artista e doutorando pesquisar sobre o seu processo de criação, por meio da busca às suas origens. A exposição ficou em cartaz no maio até o mês de maio.

O Gaipê Adilson Bezerra é natural de Recife (PE), Doutorando em Educação pela Facultad de Educación da Universidad Complutense de Madrid (UCM); Professor efetivo do Município de Paulista (PE) e Secretário Executivo do INTECAB-PE.