Em exibição: Exposição Respeito Afrobrasilidades

RESPEITO|AFROBRASILIDADES

Essa exposição tem por objetivo provocar reflexões sobre a forma como a sociedade brasileira tem tratado, historicamente, as religiões de matriz africana. Ela é um desdobramento do Selo MAB 2017, cujo tema “RESPEITO|AFROBRASILIDADES” é tratado de forma bi e tridimensional, a partir de fotografias, objetos de culto, e indumentárias de orixás, de modo a provocar o visitante a refletir sobre um tema atual e recorrente como as perseguições aos cultos ancestrais e tradicionais das religiões afro-brasileiras.

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Indumentária e assentamento de Yemanjá

Perseguida em vários períodos históricos e, em alguns momentos, proibida por lei, essas religiões, cujo universo é diversificado em nações, cultos, definições e vertentes, alcançaram certa distinção social, como demonstra o tombamento de vários terreiros no país, por órgãos e instituições federais, estaduais e municipais; e o reconhecimento de líderes religiosos que receberam títulos de doutor honoris causa, celebrados em músicas, filmes e minisséries.

crenças e cores (Luaela - ana carolina araujo gomes)

Crenças e cores (Luaela – ana carolina araujo gomes) – Foto que ilustra o Selo Mab 2017

Todavia, esta miríade de expressões religiosas, que contribuiu para a consolidação da cultura e sociedade brasileira, permanece como o foi desde o início da história do Brasil: discriminada, perseguida, hostilizada por muitos grupos de nossa na sociedade. A discriminação das manifestações religiosas constituídas a partir da presença dos africanos no Brasil, e que fez parte das estratégias de resistência à escravidão, causa sérios danos à autoestima e à construção de identidade dos seus praticantes, além de ameaçar os pilares de uma sociedade que deveria ser alicerçada na ética, na democracia e na cultura da paz, de modo a garantir a liberdade de expressão e do livre exercício da religião.

A exposição é composta pelo acervo museológico e arquivístico do Museu da Abolição: Indumentárias afro-religiosas, fotografias das Edições do Concurso Mestre Luis de França e recortes de Jornais das décadas de 1980 e 1990 e busca aproximar o visitante das práticas promovidas nesses cultos; desmitificar idéias preconcebidas e equivocadas do senso comum; dialogar sobre a forma como estas religiões e seus praticantes são tratados. Além disto, irá fomentar a cultura do respeito a essas religiões e aos indivíduos que a praticam, auxiliando na preservação desses patrimônios culturais e religiosos, de origem afrodescendente, e no cumprindo da Missão do Museu da Abolição.

Museu da Abolição/IBRAm/MINC

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